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Bernardo pedir� revoga��o da medida

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Os investigadores apontam que o ex-ministro Paulo Bernardo foi um dos beneficiados pelos supostos desvios no Ministério do Planejamento. O dinheiro teria sido usado para pagar gastos pessoais, como salários de dois empregados, aluguel de garagem, loft, entre outros. Paulo Bernardo chegou a ser preso na semana passada, mas foi solto por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli. A defesa de Paulo Bernado afirmou que pedirá a revogação do bloqueio, ?pois as suspeitas do Ministério Público são comprovadamente infundadas e seus recursos financeiros [de Paulo Bernardo] são integralmente provenientes de salários, vencimentos, aposentadoria e previdência e, portanto, não são passíveis de bloqueio?. Em ocasiões anteriores, todos os investigados negaram irregularidade. O PT, segundo a investigação, também tinha participação ativa no esquema. Vaccari, segundo os investigadores, definia a distribuição da propina originária do contrato entre Consist e Ministério do Planejamento. Houve saques em dinheiro e pagamentos a empresas de fachada no intuito, ainda de acordo com a investigação, de esconder o caminho do dinheiro. Já o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas e o ex-secretário municipal de São Paulo Valter Correia tiveram R$ 7,2 milhões bloqueados cada por não ter participação decisiva na montagem do esquema, segundo avaliação do magistrado.

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