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Nº 5717
Nacional

Falta de dinheiro amea�a investiga��es da Sudam

Palmas – Os mais de 200 inquéritos que apuram os desvios de R$ 1,7 bilhão, ocorridos  na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia  (Sudam), entre 1996 e 2000,  correm o risco de ser paralisados. Por falta de dinheiro, delegados, peritos e a

Por | Edição do dia 08/03/2002 - Matéria atualizada em 08/03/2002 às 00h00

Palmas – Os mais de 200 inquéritos que apuram os desvios de R$ 1,7 bilhão, ocorridos  na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia  (Sudam), entre 1996 e 2000,  correm o risco de ser paralisados. Por falta de dinheiro, delegados, peritos e agentes estão impossibilitados de continuar a apuração do caso, considerado um dos mais sérios dos últimos anos em se tratando de corrupção na administração federal. Ontem, um grupo de investigadores se reuniu para analisar o problema, que atinge principalmente Tocantins, Pará e Maranhão onde os inquéritos identificaram a suspeita de participação de políticos de influência, como o gerente de Planejamento do Maranhão, Jorge Murad, marido da governadora do Estado e candidata do PFL à Presidência da República, Roseana Sarney, além do ex-presidente do Senado, Jader Barbalho. Em Tocantins, 78 inquéritos estão praticamente parados por falta de delegados. No Maranhão, outros 36 também estão sendo tocados de maneira precária pelo mesmo motivo. Apesar de ter apreendido mais de 1.200 quilos de documentos em abril do ano passado em vários escritórios de assessoria de projetos da Sudam, a PF está impossibilitada de analisar os laudos técnicos feitos nos papéis por falta de peritos. Muitos delegados e agentes trabalhavam no caso desde seu início - no dia 20 de abril de 2000 - e ficaram até por volta de outubro sem recebimento de diárias. Hoje, muitos policiais estão evitando se deslocar para outras regiões para continuar as investigações, já que o problema continua.

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