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Novo presidente da Eletronuclear � afastado do cargo

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Brasília, DF ? A Polícia Federal deflagrou ontem mais uma operação ? a Pripyat ? de desdobramento das investigações conhecidas como Eletrolão e Lava Jato. Principal alvo, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da subsidiária Eletronuclear, é acusado de cobrar R$ 12 milhões em propinas, o equivalente a 1% do valor dos contratos da obra da usina de Angra 3. Em prisão domiciliar decorrente de outra operação da PF, Silva foi localizado pelos agentes em sua residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Sua prisão foi convertida em preventiva. Alvo de um mandado de condução coercitiva, o atual presidente da Eletronuclear, Pedro Diniz Figueiredo, foi afastado do cargo. R$ 48 MILHÕES Os investigadores afirmaram que a quadrilha movimentou até R$ 48 milhões em propinas pagas pela Andrade Gutierrez, o equivalente a 4% do total de R$ 1,2 bilhão ? valor da construção de Angra 3. Outros cinco ex-funcionários da Eletronuclear são acusados de dividir propina estimada em 1,2% dos contratos de Angra 3. São eles: os ex-diretores Luiz Antônio de Amorim Soares, Edno Negrini, Persio José Gomes Jordani e o ex-superintendentes Luiz Manuel Amaral Messias e José Eduardo Brayner Costa Mattos. A propina, estabelecida em 2% do valor de contratos, também teria sido repassada a políticos. Esta investigação está no Supremo Tribunal Federal. O empresário Adir Assad, preso na semana passada na operação Saqueador, também teve novo pedido de prisão preventiva aceito pelo Judiciário. Considerado um executivo de confiança da presidente Dilma Rousseff no setor elétrico, o ex-diretor da Eletronuclear, Valter Luiz Cardeal de Souza, também foi conduzido coercitivamente.

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