Nacional
Produ��o de radiof�rmaco � de responsabilidade do governo
A produção de radiofármacos também é feita em Belo Horizonte, no Rio e no Recife em unidades ligadas ao MCTIC. Mas o Ipen é o único que produz isótopos de meia-vida longa, ou seja, com mais de duas horas de vida útil. A Constituição determina que todos os produtos radioativos com vida ativa superior a duas horas são de responsabilidade exclusiva do Estado brasileiro. ?É um material de alta contaminação radioativa e não pode ficar na mão de qualquer um, pois pode gerar problemas graves de segurança,? disse Bressiani, que defende o monopólio da produção. ?Tem funcionado bem há 50 anos e, como é o governo que compra a matéria-prima, então não paga imposto. Uma indústria privada terá de pagar imposto e encarece o medicamento para a sociedade?. Já Mesquita defende a quebra do monopólio. ?Esse monopólio não existe na maioria dos países. Sou a favor da quebra do monopólio no Brasil, mas sem deixar de investir no aperfeiçoamento da medicina brasileira que tem funcionado de modo exemplar. O problema é que sempre que há uma crise financeira no País, falta de orçamento, isso tem imenso impacto na população. Além disso, como é o governo que tem que trazer os novos radiofármacos para o País, muitos serviços acabam defasados. O paciente que tem dinheiro vai para o Uruguai, para o Chile, Estados Unidos fazer exame?.