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Lewandowski define rito para sess�o que pode durar 20 horas

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Brasília, DF ? Numa rápida e esvaziada sessão do plenário presidida por Renan Calheiros (PMDB-AL), o Senado realizou ontem a leitura da decisão da Comissão Especial do Impeachment que aprovou o parecer do senador Antônio Anastasia, favorável à condenação da presidente afastada, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade. A leitura da decisão foi feita pelo senador Elmano Férrer (PTB-PI). A iniciativa abre caminho para a realização, no plenário, da votação na próxima terça-feira, 9, da sentença de pronúncia de Dilma. Essa fase ? que pode ser aprovada ou rejeitada por maioria simples ? verifica se o processo está pronto para ir a julgamento. Ontem, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, bateu o martelo sobre as regras que vão nortear o próximo capítulo do processo de impeachment. A expectativa é de que a discussão demore cerca de 20 horas. Em reunião com senadores, Lewandowski definiu o rito da primeira etapa de tramitação no plenário, dia 9, data da sessão prévia. Na ocasião, falarão os senadores, o relator, defesa e acusação, além de quatro oradores. O presidente do Supremo decidiu ainda que cada uma das partes terá direito a convocar seis testemunhas para serem ouvidas na data da votação final, que deverá ocorrer no dia 25 ou 26 deste mês. No terça-feira que vem, dia 9, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), abrirá a sessão às 9 horas e, em seguida, passará a cadeira a Lewandowski, a quem caberá conduzir os trabalhos a partir de então.

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