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Militares v�o ficar fora da reforma da Previd�ncia
Brasília, DF ? Depois da ofensiva feita pelos comandantes da Aeronáutica, da Marinha e do Exército, destacando as peculiaridades da carreira, o Palácio do Planalto anunciou que não vai incluir os militares na proposta de unificação da Previdência, que deve ser encaminhada ao Congresso até o final do ano. Em compensação, estuda ampliar de 30 para 35 anos o tempo de serviço militar para a reserva. Para justificar a decisão de excluí-los da reforma previdenciária, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse à reportagem que ?a Constituição da República garante aos membros das Forças Armadas um benefício, sem contribuição, pois eles estão permanentemente à disposição do Estado, em serviço e após a reserva?. Padilha lembrou ainda que as Forças Armadas não têm sistema de Previdência e, portanto, eles não serão incluídos na reforma. E explicou que os benefícios que existiam, por exemplo, a pensão para as filhas de militares, ?já foram extintos? e os que permaneceram ?têm regime de contribuição próprios?. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que não incluir os militares na reforma ?é uma questão de reconhecimento do governo, que está vendo o compromisso das Forças Armadas?. Para ele, ?aos militares, cabe uma compensação pelas funções que são obrigados, constitucionalmente, a exercer?. E emendou: ?Se unificasse e não continuasse existindo diferenças entre civis e militares, obviamente, você estaria cometendo, de fato, uma injustiça?.