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Teori mant�m marca��o de audi�ncias

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Brasília, DF ? O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido feito pela defesa do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que fosse anulada a decisão que marcou as audiências para ouvir as testemunhas de acusação na ação penal em que o parlamentar é acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. No mês passado, o juiz Paulo Marcos de Farias, que é auxiliar do ministro Zavascki, determinou o agendamento das audiências das testemunhas indicadas pelo Ministério Público Federal (MPF). Os advogados de Cunha alegaram que a decisão não poderia ter sido tomada durante o recesso do tribunal pelo juiz auxiliar. ?Indefiro [nego] o pleito formulado pela defesa, pertinente à anulação da decisão que designou audiências para oitivas das testemunhas indicadas pelo Ministério Público. Não há empecilho legal a que juiz instrutor ? que está no pleno exercício de suas funções jurisdicionais ? promova atos instrutórios de sua competência, mesmo no período de recesso do Supremo Tribunal Federal? diz a decisão de Teori. O despacho tem a data do dia 10 e foi publicado ontem no sistema do STF. Na decisão, o ministro lembra que outra ação da defesa de Cunha contra o juiz, de relatoria do ministro Roberto Barroso, também foi negada. DEPOIMENTOS No texto, Zavascki lembra ainda que com a aproximação do fim dos depoimentos das testemunhas de acusação, a defesa de Cunha e de Solange Pereira, que também responde à ação, deve tomar algumas providências com relação às testemunhas indicadas por eles. O ministro pede que seja informado o endereço de algumas delas e que os parlamentares que foram indicados para depor sejam notificados do prazo para confirmação de data e hora dos depoimentos. As audiências estão previstas para os dias 30 e 31 de agosto e 1º de setembro. As testemunhas de defesa são obrigadas a falar quando são indicadas por um réu.

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