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Partidos aju�zam a��o no STF para anular elegibilidade de Dilma

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Brasília, DF ? Após decidirem não recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar o resultado da votação final do julgamento de impeachment, as cúpulas de PSDB, PMDB, DEM e PPS decidiram ontem que irão ajuizar um mandado de segurança para pedir a anulação da segunda votação, que manteve a habilitação política de Dilma Rousseff, mesmo ela tendo sido afastada definitivamente da Presidência. Com isso, a petista terá a possibilidade de concorrer a cargos eletivos e a ocupar funções na administração pública. Na véspera, partidos que integram a base aliada de Michel Temer no Congresso decidiram que não iriam recorrer ao Supremo nos próximos dias para questionar a votação que manteve os direitos políticos de Dilma. Na ocasião, os governistas avaliaram que a discussão deveria ser retomada somente depois que Temer retornasse de viagem à China para encontro de cúpula dos países do G20. Segundo a assessoria do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o mandado de segurança vai ser protocolado pelo partido, com o apoio de DEM e PPS, hoje. O departamento jurídico da legenda está elaborando o recurso. Os dirigentes tucanos estavam em dúvida sobre judicializar ou não o resultado final do processo de impeachment com receio de que uma disputa na Justiça possa abrir espaço para uma eventual anulação de todo o julgamento que afastou Dilma definitivamente da Presidência da República. No entanto, em conversas com advogados do partido, os caciques tucanos decidiram protocolar um mandado de segurança questionando a manutenção dos direitos políticos de Dilma, na medida em que a própria defesa da petista já ingressou com recurso na Suprema Corte pedindo para anular seu afastamento do comando do Palácio do Planalto. Antes mesmo de o PSDB ajuizar seu mandado de segurança, outras ações já questionam na Suprema Corte pontos do resultado final do processo de impeachment.

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