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Lula autoriza Ex�rcito a patrulhar ruas e morros do Rio de Janeiro

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Brasília ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou ontem o emprego das Forças Armadas para garantir a ordem e a segurança da população do Rio de Janeiro durante o período do carnaval, por causa da ?escalada da violência? no Estado. Caso necessário, as forças federais poderão permanecer nas ruas por mais tempo. O governo também anunciou a construção de cinco presídios de segurança máxima. O primeiro será no DF, para 200 detentos. A atuação do Exército no Rio ficará sob controle operacional do Comando Militar do Leste. O RJ pediu 3 mil soldados, mas o governo federal não falou em números. Os militares farão policiamento ostensivo e ficarão de prontidão nos quartéis. Marinha e Aeronáutica também ficarão de sobreaviso. No caso da avenida Marquês de Sapucaí, onde ocorre o desfile das escolas de samba do RJ, a Polícia Militar estará no local e as tropas federais, um pouco mais afastadas, mas em condições de entrar em operação de imediato. O anúncio do emprego das Forças Armadas no RJ foi feito pelos ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Defesa, José Viegas, depois de uma reunião de mais de três horas com o presidente, no Palácio do Planalto, da qual participaram também os ministros-chefes dos Gabinetes Civil, José Dirceu, e Militar, general Jorge Félix. O governo fez questão de comunicar que a decisão foi tomada foi ?em caráter emergencial? e ?em atendimento à solicitação? da governadora do RJ, Rosinha Matheus. ?As depredações de ônibus e o toque de recolher imposto pelo crime organizado no Estado nos fizeram atender ao apelo da governadora?, disse o ministro da Justiça. Márcio Thomaz Bastos leu um comunicado no qual disse ainda que tem um plano de segurança pública ?consistente?, que está sendo colocado em execução há 50 dias, mas não detalhou que medidas estariam em andamento. Emergência Anunciou ainda a construção, possivelmente sem licitação, de um presídio de segurança máxima para abrigar presos perigosos, no Distrito Federal, que deverá estar pronto, nos próximos meses, e que custará R$ 10 milhões. Disse também que outros quatro presídios serão feitos. A construção destes presídios já foi anunciada pelos últimos quatro ministros da Justiça, mas eles nunca saíram do papel. O Plano Nacional de Segurança Pública foi criado no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique, quando houve o assalto ao ônibus 174, no Rio, que acabou virando filme. O Plano foi reforçado pelo menos três vezes, quando houve crise das polícias, onda de seqüestros e rebeliões em presídios. Agora o ministro da Justiça alertou que, nesta administração, as coisas acontecerão de outra maneira, que este quadro será mudado. ?O plano tem como objetivo revitalizar as polícias e dar combate sem trégua ao crime organizado?, salientou o ministro na nota. ?Este plano ambiciona mudar o que chamo de linha de produção da criminalidade.? Para ele, ?a seqüência polícia-Justiça-cadeia precisa se transformar numa linha de combate ao crime, especialmente ao crime organizado, e não uma linha de estímulo ao crime?. Império da lei O ministro da Defesa, José Viegas, que também leu um comunicado sobre a atuação das Forças Armadas, lembrou que a medida está respaldada no artigo 142 da Constituição. ?A decisão visa garantir a segurança da população e reflete a firme disposição de fazer prevalecer o império da lei e da ordem onde se vir ameaçado?, observou ele, reafirmando ?a atenção prioritária e zelosa que dedica à segurança e à tranqüilidade da população?, e garantindo que não deixará de ?utilizar os meios necessários para isso?. Todo o emprego das forças, prosseguiu o ministro, será em ?estreita coordenação? com o Poder Judiciário, a Polícia Federal, o Ministério Público, a Advocacia da União e os órgãos de segurança do governo do Rio. Viegas assegurou ainda que o presidente expressou ?sua plena confiança na ação combinada na defesa da segurança e da tranqüilidade da população?.

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