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Justi�a condena Bumlai e Cerver�

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Curitiba, PR ? O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi condenado ontem por corrupção e gestão fraudulenta de instituição financeira ao tomar um empréstimo destinado ao PT. Bumlai tomou um empréstimo de R$ 12 milhões em seu nome, no banco Schahin, em 2004, e repassou os valores ao PT, trabalhando como um ?operador do partido?, segundo acusou a denúncia. O juiz Sérgio Moro concluiu, com base em documentos e na confissão do próprio Bumlai, que a operação foi ?fraudulenta? e que ?o real beneficiário dos valores foi o Partido dos Trabalhadores (PT)?. O pecuarista confessou parte dos crimes, e sua defesa chegou a argumentar no processo que ele foi ?o trouxa perfeito? do PT. Moro, porém, entendeu que não cabia a Bumlai o retrato de ?vítima?. ?Ninguém obrigou José Carlos Bumlai a aceitar figurar como pessoa interposta no contrato de empréstimo [...] É óbvio que assim agiu para, assim como o Grupo Schahin, estabelecer ou manter boas relações com a agremiação política que controlava o Governo Federal?, escreveu o magistrado. O empréstimo nunca foi quitado: um acordo garantiu que a Schahin perdoasse a dívida em troca de um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobras, para a operação de um navio-sonda, em 2009. CONDENADOS Para Moro, a contratação da Schahin para o contrato bilionário ?revestiu-se de grotesca ilicitude, sendo fruto de escolha arbitrária de agentes da Petrobras e motivada por razões espúrias?. ?Os fatos revelam a utilização indevida da estrutura da empresa estatal para benefício pecuniário de agremiação política, com a atuação consciente de dirigentes da Petrobras?, escreveu Moro. Bumlai, que está preso preventivamente na Polícia Federal em Curitiba, foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão. Também foram condenados os executivos do grupo Schahin, Milton Schahin, Fernando Schahin e Salim Schahin; o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró (6 anos e 8 meses, regime semiaberto por corrupção passiva); o ex-gerente da estatal Eduardo Musa; o operador e lobista Fernando Soares, o Baiano (6 anos em regime semiaberto por corrupção); e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Ainda cabe recurso à decisão.

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