Nacional
Reforma do ensino m�dio repercute negativamente na �rea educacional
As mudanças anunciadas pelo Governo Federal, na última quinta-feira, envolvendo, principalmente, a grade curricular do ensino médio repercutiram de maneira negativa entre os profissionais da educação em Alagoas. Uma das mudanças é relacionada ao conteúdo obrigatório, que passa privilegiar cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. Por outro lado, deixam de ser obrigatórias (embora não sejam eliminadas) disciplinas como artes, educação física, filosofia e sociologia. A diretoria executiva do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinteal) avaliou a medida e, embora considere que houve recuo do governo em relação às disciplinas que deixaram de ser obrigatórias, condicionando essa decisão às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a entidade acha que a decisão do governo foi desrespeitosa com a comunidade escolar e pretende levar a discussão para um fórum mais amplo, envolvendo a categoria, estudantes e pais de alunos. ?O primeiro absurdo é estabelecer uma mudança dessa, que se propõe a uma reforma curricular no ensino médio, por meio de uma Medida Provisória; do ?cumpra-se?. Deveria ser um projeto de lei, embasado no aprofundamento do debate com os segmentos diretamente envolvidos com a educação: professores, sindicatos, alunos e pais. Estabelecer o ensino profissionalizante como modelo vigente sem uma discussão prévia é um desrespeito a essas classes. Quem pode definir a escola que queremos, senão os pais, professores e alunos??, indaga a presidente do Sinteal Maria Consuelo. Ela destaca que, ao retirar da grade a obrigatoriedade de disciplinas como sociologia e filosofia, o governo neutraliza a formação do cidadão, substituido-a pela formação tecnicista, meramente profissionalizante.