Nacional
Ministro defende reforma do ensino
Brasília, DF ? O ministro da Educação, Mendonça Filho, contestou ontem, durante conversa com o G1 e a TV Globo, críticas de antecessores de que a medida provisória da reforma do ensino médio pode agravar a desigualdade educacional no País. Em reportagem publicada ontem pelo G1, os ex-ministros Aloizio Mercadante, Renato Janine Ribeiro e Henrique Paim criticaram o modelo da reforma, que não exige que os estados ofereçam os mesmo padrões de oportunidades para os alunos durante todo o ensino médio. Para os ex-ministros, alunos de estados mais ricos serão beneficiados por uma melhor infraestrutura, como laboratórios de química e física, em detrimento de alunos cujos estados não têm as mesmas condições de investimento. Mendonça Filho argumentou que a reforma não agravará a desigualdade porque cada estado tem autonomia para definir as disciplinas ofertadas ? de acordo com o previsto na medida provisória ? e porque, segundo o ministro, a qualidade do ensino médio está crescendo nos estados mais pobres. Além disso, afirmou Mendonça Filho, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o documento que baseará a construção dos currículos escolares, garante uma unidade mínima no conteúdo. ?Não considero esse risco [de agravamento da desigualdade], até porque português e matemática serão exigidos nos três anos, e a base nacional curricular deve ser seguida por todos os estados. Evidentemente que essa complementação da oferta da grade curricular [as disciplinas optativas], ela terá tudo a ver com o itinerário que o jovem quer seguir?, afirmou.