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Ex-deputado teria recebido propinas da GOL em troca de isen��o fiscal
O processo de Eduarco Cunha estava no Supremo Tribunal Federal (STF), mas, com a cassação do peemedebista e a perda do foro privilegiado, desceu para a primeira instância, na Justiça Federal do Paraná. Cunha nega irregularidades e diz que as contas pertencem a trusts (instrumento jurídico usado para administração de bens e recursos no exterior), e não a si próprio. Sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, já é ré pela mesma acusação na Justiça Federal do Paraná. Duas empresas de Cunha, a Jesus.com e a GDAV, receberam R$ 3 milhões da Gol Linhas Aéreas, segundo a denúncia da força tarefa da Lava Jato. A Gol repassou o dinheiro não diretamente, mas por meio de uma agência de publicidade, a Almap, e empresas de ônibus do grupo da família Constantino, os donos da Gol. O repasse da Almap foi de R$ 1,4 milhão. Os repasses foram considerados propina porque Cunha não prestou nenhum serviço à Gol. O deputado, porém, apresentou em março de 2015 um projeto na Câmara dos Deputados para isentar empresas de ônibus de um imposto que incide sobre combustíveis, a Cide. O dinheiro que bancou o casamento da filha de Cunha, em junho de 2011 no Copacabana Palace, não saiu das contas da família, mas sim de depósitos feitos em dinheiro vivo e de forma fracionada, ainda de acordo com procuradores, para não identificar os depositantes.