Nacional
Renan vai ao Supremo contra a PF
Brasília, DF ? O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que ingressará hoje com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) em razão da Operação Métis, deflagrada na sexta (21) pela Polícia Federal no Senado, na qual quatro policiais legislativos foram presos. Ele afirmou que o objetivo da ação, uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), é definir ?claramente? a competência dos poderes. A Polícia Federal deflagrou a operação autorizada pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, para quem são ?gravíssimos? os indícios contra os policiais. Eles são acusados de fazer varreduras em residências particulares de senadores para identificar eventuais escutas telefônicas instaladas com autorização judicial, de maneira a obstruir investigações da Operação Lava Jato, na qual parlamentares são investigados. COMPETÊNCIAS ?É uma ADPF no sentido de fixarmos claramente as competências dos poderes, porque um juizeco de primeira instância não pode, a qualquer momento, atentar contra um poder. Busca no Senado só se pode fazer pelo Senado, e não por um juiz de primeira instância?, completou. Renan Calheiros disse que a operação é ?sagrada?, mas apontar supostos ?excessos? nas investigações não quer dizer que haja ?conspiração?. ?A Lava Jato é sagrada, ela significará sempre avanços para o País, mas não significa dizer que não podemos comentar seus excessos, e comentar excessos não significa conspiração?, disse. Para ele, é ?inacreditável? que uma ?pinimba? entre agentes policiais gere uma ?crise institucional?. Segundo o presidente do Senado, os pedidos de varredura foram feitos conforme a Constituição e o regulamento interno da Casa. ?Isso não pode ser envolvido por uma questão política?, acrescentou.