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Lula pede a Blair solu��o pac�fica para o Iraque
Brasília - Os reflexos negativos na economia de uma guerra no Iraque, com a possibilidade de uma crise econômica mundial, foi o principal ponto da conversa por telefone ontem tarde entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o primeiro ministro do Reino Unido, Tony Blair, segundo informações do ministro Celso Amorim (Relações Exteriores). Com a iniciativa, Lula soma-se ao grupo de chefes de Estado contrários a uma guerra, que já conta com a França, Alemanha, Rússia e China. De acordo com Amorim, Lula mostrou preocupação com os efeitos políticos e humanitários que uma guerra provocará e desejo de que haja desarmamento do Iraque sem o uso de força militar. ?A deterioração do clima econômico mundial, que de certa maneira já ocorre, tem impacto sobre o Brasil e dificulta o esforço de recuperação que está sendo feito internamento com a participação e sacrifício de todos?, disse Amorim. O ministro destacou ainda que o Reino Unido certamente se sensibilizará com a opinião do Brasil, e de outros países em desenvolvimento onde tem investimentos e relações comerciais importantes. ?O Brasil simboliza muito os países em desenvolvimento?, disse. Amorim, que acompanhou o telefonema, disse que o primeiro ministro manifestou disposição em ampliar e aprofundar a discussão para encontrar uma saída política para a crise, enquanto o presidente brasileiro chegou a aventar a possibilidade de realização de uma reunião de chefes de Estado para evitar a guerra.