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Temer promete debater reforma

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Brasília, DF ? O presidente Michel Temer disse que ainda vai conversar com representantes dos trabalhadores, de empresários e com outros membros da sociedade civil antes de enviar o projeto da reforma da Previdência ao Congresso Nacional. A proposta está sendo elaborada pelo governo federal há alguns meses, mas a versão atualizada ainda não foi apresentada às centrais sindicais. De acordo com o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, o diálogo com diferentes setores ?precederá? o envio da reforma ao Congresso Nacional. O governo havia prometido encaminhar o texto até o fim do mês de setembro, mas desistiu após pressões de parlamentares, que temiam reflexos nas disputas eleitorais, e dos sindicatos, que cobravam mais diálogo. ENCONTRO SEM DATA ?O presidente pretende, oportunamente, aprofundar um diálogo amplo com trabalhadores, empresários, centrais sindicais, sociedade civil, bem como com as lideranças políticas, em torno da reforma da Previdência e de sua necessidade indispensável?, disse Parola na quarta-feira, 26, ao responder a perguntas enviadas a Temer pela imprensa. Os representantes dos trabalhadores e aposentados aguardam um encontro com o governo para discutir a proposta. No início do mês, Temer chegou a agendar uma reunião com presidentes de todas as centrais sindicais, que acabou não ocorrendo. No último dia 11, terça-feira, em entrevista à rádio CBN, Michel Temer garantiu que as modificações virão para todos, incluindo os políticos, que recebem aposentadoria especial. ?[A reforma] será geral, ela deverá atingir a todos, sem dúvida alguma. Aliás, essa coisa da aposentadoria dos políticos já começou a ser esboçada e, evidentemente, nós vamos fazer uma coisa equânime, para atingir todos os setores. Não vamos diferenciar mais os setores?, disse. Ele também acrescentou na ocasião que os regimes de aposentadoria do INSS e de servidores públicos não serão mais diferenciados. ?Por exemplo, não haverá mais distinção entre a previdência geral e dos trabalhadores do serviço público. Esse é um ponto que já está definido?. O projeto que cria um limite para os gastos públicos continua sendo a prioridade número um do Planalto, embora o governo também tenha pressa em reformar as regras para acesso à aposentadoria.

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