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� preciso analisar os dados corretamente, diz especialista
Segundo a diretora do Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP, Tania Casado, a crença de Rodolfo é endossada por pesquisas que indicam salários maiores para empregos de nível superior. Mas faz uma ressalva: os estudos são feitos com quem já está trabalhando nesses cargos. ?Os dados são verdadeiros, só que é preciso lê-los corretamente. O fato de você fazer uma faculdade não significa que vai para um vaga desse tipo?, ressalta. Os motivos pelos quais Rodolfo escolheu engenharia também ajudam a explicar a concentração dos estudantes em seis áreas, que incluem saúde, direito e computação. São profissões tradicionais, teoricamente mais estáveis e bem pagas. Além disso, são as mais oferecidas pelas instituições privadas, responsáveis por 87,4% da educação superior no país. ?As pessoas vão para faculdades pagas, que têm cursos de menor custo, como direito e administração?, diz o professor Hélio Zylberstajn. Eles são mais baratos porque não usam outros equipamentos a não ser a sala de aula. Cursos de química, por exemplo, exigem laboratórios e substâncias controladas. Outro fator para decisões tão parecidas seria a pouca idade com que os brasileiros escolhem uma profissão. ?É uma meninada de 17, 18 anos, que faz Administração porque o pai fez, ou porque acha legal ser CEO?, diz a professora Elisabete Adami, da PUC-SP.