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Falta de experi�ncia e institui��o desprestigiada s�o maior entrave

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A falta de experiência e a formação em instituições pouco prestigiadas são os principais empecilhos que os formandos enfrentam nos processos de seleção, diz Luciane Prazeres, coordenadora de Recursos Humanos da agência de empregos Luandre. Prazeres relata que muitos profissionais chegam no mercado sem ter feito estágio, porque precisavam trabalhar para pagar os estudos. ?A maioria são recepcionistas, operadores de call center que buscam o oposto do que estão fazendo. Mas, se ele não sai do mercado para fazer estágio, é difícil conseguir uma oportunidade?, ressalta. Segundo ela, é comum que, ao abrir um posto, as empresas peçam candidatos formados em determinada universidade. Professora na PUC-SP, Elisabete Adami diz notar essa diferença ao ver que seus alunos saem empregados do curso. ?Pega estudantes da PUC, da FGV, do Insper, da USP... eles não estão sem trabalho. O pessoal de faculdades de segundo linha não encontra espaço e vai ter que fazer uma pós para complementar a formação?. Para Adami, houve uma proliferação de escolas com menos qualidade, que entregariam profissionais deficientes. ?Esses conglomerados pagam, em média, R$ 17 a hora-aula. Que tipo de professor você vai ter?? No entanto, pondera, a estrutura ruim não é sempre sinônimo de profissionais mal preparados. Só que, nesses ambientes, eles são mais frequentes do que em instituições de ponta. ?Sai gente boa, mas por conta própria, porque são esforçados?. Entre uma graduação ruim e uma boa formação técnica, diz Adami, ela aposta na segunda. ?Essa mania de ser o primeiro da família de se formar é uma ilusão, mas é forte no Brasil. É algo secular. Na França e na Alemanha, você não tem esse percentual de jovens na universidade?.

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