Nacional
Chikungunya cresce 850% no Pa�s
Brasília, DF ? O Ministério da Saúde anunciou ontem que os casos de chikungunya tiveram um crescimento de 850% em 2016, e que o ano de 2017 terá ainda mais casos. Os dados são do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti. De acordo com o ministro Ricardo Barros, foram 251.051 casos da doença neste ano, contra 26.435 em 2015 ? os registros superam os de zika no mesmo período, com 208.867 notificações e apenas 3 mortes. Em 2016, morreram 138 pessoas por chikungunya enquanto que, no ano passado, foram seis óbitos. O pico da doença ocorreu em março. Questionado pelo G1 sobre o motivo da alta taxa de crescimento, Ricardo Barros disse que é ?uma estatística?. ?Nós tivemos uma infestação maior e esperamos que esse resultado alerte as pessoas para se protegerem mais?, afirmou. Para ele, o ministério não falhou nas ações e tem feito o planejamento para quando houver surtos de doenças. ?Não [falhou], é uma incidência, gente. Não há como se prever a incidência das doenças. O que temos feito é uma estatística e um planejamento para que estejamos preparados, para que quando aconteça, a saúde pública esteja em condições de atender?. DOENÇAS DO AEDES Além do alerta sobre a chikungunya, Barros fez um balanço sobre as doenças causadas pelo mosquito Aedes. Ele afirmou que os casos de zika e dengue deverão se manter estáveis em 2017 e ter o mesmo número de registros. ?Nós não esperamos que aumentem os casos de dengue e zika?, disse. ?Este ano a nossa maior preocupação é a chikungunya?, completou.