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Previs�o de guerra leva petr�leo a novo recorde

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São Paulo - Os preços do petróleo no mercado internacional voltaram a bater recordes ontem em meio ao sentimento geral de que a guerra entre Estados Unidos e Iraque está próxima. A afirmação do ministro do Petróleo dos Emirados Árabes Unidos, Obeid Ben Saif al-Nassiri, de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ?dificilmente? conseguirá suprir a demanda mundial da commodity sem o Iraque e o Kuait - países cuja produção provavelmente seria prejudicada se a possibilidade de guerra se concretizar - também pressiona as cotações. Ontem, o barril de petróleo tipo brent para entrega em abril estava sendo negociado em Londres a US$ 34,36, com alta de US$ 0,26 (0,76%) em relação ao fechamento de sexta-feira. As cotações já atingiram (ontem) US$ 34,55, o maior valor desde setembro de 2000, mas diminuíram o ritmo de alta. Não começara ainda o expediente em Nova York - a Nymex, Bolsa de energia e metais preciosos da cidade, abre às 11h (horário de Brasília) - mas o preço final do barril de petróleo de referência (tipo light sweet crude) no último fechamento já fora US$ 37,78, com alta de US$ 0,78 (2,10%). Os EUA esperavam que a Organização das Nações Unidas votaria ainda nesta semana a resolução que permite uma ação militar contra o país de Saddam Hussein. O ministro do Petróleo dos Emirados Árabes lembrou que os 11 países-membros da Opep (Argélia, Indonésia, Irã, Iraque, Kuait, Líbia, Nigéria, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Venezuela) estão produzindo perto do máximo de sua capacidade. Ontem, entretanto, os ministros do Petróleo da Argélia e da Líbia afirmaram que as reservas são suficientes para suprir a demanda.

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