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TSE acolhe provas contra Roriz

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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Sepúlveda Pertence, acatou ontem parecer do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que autoriza a inclusão de novas provas no processo que pede a cassação da diplomação do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB). Roriz é acusado de usar recursos públicos durante as eleições de 2002. Se o governador aguardar até o desfecho e este for pela cassação, o petista Geraldo Magela, candidato derrotado no segundo turno, assumirá o governo. Agora, se ele renunciar antes da decisão, o TSE deverá em 90 dias convocar nova eleição. Neste caso ele não poderá ser candidato, mas estaria livre para subir no palanque. Nos bastidores do Palácio do Buriti, sede do governo do DF, a renúncia já é dada como certa. Já se fala, inclusive, no nome de um eventual candidato, que seria o deputado federal Tadeu Filipelli (PMDB). Apurou-se junto a pessoas ligadas a Roriz que ele já admite a renúncia, que seria justificada por problemas de saúde. A PF concluiu que houve triangulação de recursos, ou seja o dinheiro saia do governo do Distrito Federal, ia para o Instituto Candango de Solidariedade, sendo repassado em seguida para duas empresas, Adler e Linknet, e delas os recursos iam direto para o comitê de campanha. Outra prova é a ação que corre no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) local sobre o uso de dentistas pelo comitê de campanha da atual secretária de Habitação, Ivelize Longui. Durante a campanha, a polícia prendeu dentistas atendendo gratuitamente no comitê e recolheu material de campanha da então candidata e de Roriz. Será incluída ainda uma fita de vídeo que mostra uma reunião de policiais civis, na véspera da eleição, para definir a atuação durante o pleito. O PT acusa parte da Policia Civil de fazer campanha declarada para Roriz na eleição e de coibir de forma parcial a boca de urna do partido. A expectativa agora é para a decisão que deverá ser tomada pelo ministro Pertence, que é o relator do processo, sobre o destino de Roriz. Outro lado O secretário de comunicação social e porta voz do governo de Brasília, Paulo Fona, viu positivamente a ação do TSE. ?Isso mostra que o PT não tinha provas. É ótimo porque é uma demonstração de que a supostas provas arroladas pelo PT não se confirmaram?. Em relação a uma eventual renúncia de Joaquim Roriz, Fona diz que isso está sendo plantado pelo PT porque, segundo ele, mesmo que Roriz seja cassado, haverá nova eleição.

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