loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Governo sabia do plano de fuga dos detentos

Ouvir
Compartilhar

Brasília, DF ? Os peritos federais que visitaram há um ano o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), palco do massacre de 56 presos nesta semana em Manaus, afirmaram ontem, por meio de nota, que diversas autoridades responsáveis pelo controle dos presídios não responderam às recomendações feitas à época. O grupo esteve no local em dezembro de 2015 e, um mês depois, alertou para o risco de rebeliões por conta do domínio de facções criminosas. Além disso, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) possuía informações sobre a possível fuga em massa de presos em penitenciárias do estado entre o Natal e o Ano-Novo, antes do massacre. A informação foi confirmada ontem pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. ?O governo estadual disse que tomou todas as providências para evitar a fuga?, disse Moraes após se reunir com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmén Lúcia. Moraes negou que o governo federal tivesse conhecimento do planejamento de fuga antes da rebelião que durou cerca de 17 horas no presídio, o segundo maior massacre em presídios brasileiros, atrás somente de Carandiru, em 1992. Outros quatro presos morreram na Unidade Prisional de Puraquequara, também em Manaus. A rebelião teve como consequência a fuga de 184 presos. Desses, 56 foram recapturados até a noite de terça-feira (3). Boa parte dos mortos era integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), rival da Família do Norte (FDN), grupo ligado à facção Comando Vermelho e do qual a maioria dos presos no Compaj fazia parte. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de novas rebeliões, numa possível retaliação do PCC contra a FDN, Moraes respondeu que ?nesse momento não, mas rebeliões surgem de repente?. Ele afirmou que o sistema de inteligência e a Polícia Federal de todos os estados fazem uma ação conjunta com o Ministério da Justiça para monitorar e evitar novas ocorrências.

Relacionadas