Nacional
Burocracia prejudica o Fome Zero
São Paulo - As doações ao Programa Fome Zero, feitas por cooperativas de trabalhadores e produtores rurais, empresas privadas e doadores comuns, como foram os casos da supermodelo Gisele Bündchen e da socialite Vera Loyola, ainda não foram revertidas em benefícios a famílias carentes devido à burocracia do governo federal. Faltam locais para entrega e depósito de alimentos e uma conta bancária para o depósito de dinheiro doado mesmo depois de mais de dois meses da criação do Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar. Conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o Ministério da Segurança Alimentar informou que ainda não há como fazer a doação do dinheiro para o Fome Zero. ?A conta será aberta, mas a data ainda não pode ser informada. Só podemos dizer que será nas próximas semanas?, informou um assessor do ministro José Graziano. O cheque de R$ 50 mil da modelo e os R$ 47.416,80 arrecadados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no dia 22 de fevereiro, terão que esperar para serem utilizados. Apesar disso, apenas agora um acordo possibilitou que os 4 milhões de quilos de grãos, leite, café e farinha arrecadados pelas cooperativas agrícolas para o Fome Zero fossem entregues à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).