Nacional
Estados deixam de aplicar mais de R$ 1 bi na Sa�de
Brasília - Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 17 das 27 unidades da federação deixaram de aplicar, juntas, mais de R$ 1 bilhão em ações e serviços de saúde em 2001, descumprindo a Emenda Constitucional 29, de 2000, que determina quanto a União, os Estados e os municípios devem investir no setor. O valor, a título de comparação, seria suficiente para sustentar todas as atividades de saúde executadas pelo município de São Paulo durante o ano de 2001. Rio de Janeiro, Paraná, Maranhão e Minas Gerais são os Estados que tiveram os piores desempenhos. Parte dos Estados desconsidera a avaliação, por não concordar com os critérios. A despesa total de todas as unidades da Federação com saúde em 2001 foi de R$ 8,3 bilhões, 23,3% superior à de 2000. O Maranhão, então governado por Roseana Sarney (PFL), investiu apenas R$ 34,5 milhões em 2001, 22% do que deveria. O Paraná, onde alas novas de hospitais estão sem funcionar, colocou menos da metade do esperado. O governador era Jaime Lerner (PFL). O Rio de Janeiro, então ainda sob a administração de Anthony Garotinho (PSB), deixou de aplicar mais de R$ 251 milhões. Segundo avaliação de membro do Conselho Estadual de Saúde, isso acarretou problemas de desabastecimento e infra-estrutura que perduram até hoje. Nas regiões Sul e Centro-Oeste do país nenhuma unidade da Federação cumpriu a emenda. No Sudeste, somente São Paulo e Espírito Santo o fizeram. No Nordeste, os cumpridores foram Paraíba e Pernambuco. No Norte, que teve o melhor desempenho, só o Amapá ?deve? à Saúde.