Nacional
Empresa que aderir ao 1��emprego pode ser isenta
Brasília - O ministro do Trabalho, Jacques Wagner, disse ontem que o incentivo à geração do primeiro emprego será uma das metas de sua administração. Segundo ele, o ministério criará estímulos, como isenções fiscais, de adesão ao projeto Primeiro Emprego para as empresas. A idéia é desonerar os encargos das empresas que derem emprego para jovens sem experiência no mercado de trabalho. ?A meta de geração de empregos não tem bandeira partidária, portanto, precisamos da contribuição de todos?, disse Wagner, que participou ontem da abertura da primeira reunião da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. Na segunda-feira, Wagner disse em São Paulo (SP) que o programa poderia ser lançado em 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho. O ministério informou ontem, entretanto, que a data de lançamento do programa ainda está sendo definida. Pelo programa em estudo pelo ministério, os incentivos seriam dados apenas para empresas de micro, pequeno e médio porte. Para empresas com até quatro funcionários, seria permitido a contratação de apenas um jovem. ?É preciso haver um limite, pois não queremos que as empresas aproveitem fazer substituição de mão-de-obra cara por outra mais barata, causando desemprego entre outras fatias da população?, afirmou o secretário de Políticas de Emprego e Renda, Remígio Todeschini. Segundo ele, o programa de incentivo ao primeiro emprego estará operando em conjunto com os programas Fome Zero, de qualificação profissional, intermediação de mão-de-obra e redução da criminalidade, o que envolve outras pastas, além do Ministério do Trabalho. O ministro disse no Congresso que entre as diretrizes que serão propostas para a reforma trabalhista estão o fortalecimento da relação sindical e mudanças no modelo do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).