Nacional
Inseguran�a persiste nas ruas do Esp�rito Santo
O reforço da Força Nacional de Segurança e de tropas militares não estancou a sensação de insegurança no Espírito Santo. O número de mortes desde sábado subiu para 75 no quarto dia de greve da Polícia Militar. O clima de tensão dividiu a população: moradores revoltados com a paralisação e parentes de PMs entraram em confronto na frente do Quartel Central. O movimento grevista encontrou eco no Rio. Famílias de policiais programam iniciar movimento semelhante ainda nesta semana. Apesar da redução no número de homicídios ? foram 3 casos ontem, 7, igual à média registrada no primeiro semestre de 2015 ?, a insegurança se mantém em Vitória e revoltou um grupo de moradores. Pneus foram queimados na Avenida Maruípe, na frente do Quartel Central, onde parentes de PMs fazem piquete desde o início do movimento grevista ? impedindo saída dos agentes. Os grupos se enfrentaram e soldados do Exército usaram spray de pimenta para contornar a situação. Pelo menos 30 PMs fardados, no batalhão, assistiram a toda a confusão de braços cruzados, sem fazer nada. Priscila Nascimento de Almeida, de 27 anos, namorada de um PM, foi atingida por uma pedra na cabeça enquanto circulava em meio ao grupo. ?Eles pensam que a culpa pelo que está acontecendo é nossa, mas a culpa é do governador?, afirmou.