Nacional
MPF do Rio pede pena superior a 40 anos para Eike e Cabral
O Ministério Público Federal (MPF) afirma que o empresário Eike Batista ?comprou apoio? do ex- -governador Sérgio Cabral (PMDB) no interesse de sua holding EBX no estado do Rio em negócios bilionários. O pagamento foi concretizado em pelo menos duas oportunidades, apontam os procuradores da República que atuam na força-tarefa da Operação Eficiência ? US$ 16,5 milhões em 2011 e R$ 1 milhão em janeiro de 2013, este último por meio de contrato fictício da empresa de Eike, a EBX, com o escritório de advocacia da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo. Nessa sexta-feira, 10, a Procuradoria entregou à Justiça Federal no Rio denúncia criminal contra Eike, Cabral, Adriana e mais seis investigados na Operação Eficiência. Eike e Cabral são formalmente acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo os procuradores, a pena de Eike pode chegar a 44 anos, e a de Cabral, a 50, caso eles sejam condenados por todos crimes denunciados. A legislação brasileira, porém, limita o cumprimento de pena a 30 anos. A contrapartida das propinas, na conclusão do Ministério Público Federal, passa pelos negócios de Eike no Rio. ?O sr. Eike tinha diversos interesses no estado do Rio, diversos empreendimentos que dependiam da atuação do estado e, sobretudo, da atuação do seu governador?, disse o procurador Leonardo Cardoso de Freitas Na avaliação de Leonardo de Freitas, ?o sr. Eike não podia dar de presente 16 milhões e meio de dólares para o governador do estado, e o governador do estado não poderia ter aceitado 16 milhões e meio de dólares. Ponto. É simples assim. O crime de corrupção está configurado?. Segundo o procurador Rafael Barreto, também da força-tarefa da Eficiência, ?em relação ao sr. Eike, há inúmeros empreendimentos de interesse dele que foram relacionados à época dos pagamentos de propinas (para Sérgio Cabral). Havia uma série de empreendimentos de interesse do sr. Eike Batista que poderiam ser beneficiados pela atuação do sr. Sérgio Cabral?, afirma Barreto. O procurador destacou: ?O MPF entende que houve pagamento de propina para uma compra de apoio do sr. Sérgio Cabral e de todos os atos decisórios que poderiam ser por ele praticados para beneficiar as empresas do Grupo X?,