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Odebrecht pagou R$ 21 mi a tr�s siglas, diz relator

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Em depoimento prestado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite da última segunda-feira, 6, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, afirmou que a empreiteira pagou R$ 7 milhões para cada um desses três partidos: PROS, PCdoB e PRB, em um total de R$ 21 milhões. Esses pagamentos teriam sido realizados com a intermediação do então tesoureiro da campanha de Dilma, o ex-ministro Edinho Silva. Alexandrino disse ao ministro Herman Benjamin, relator da ação que pode levar à cassação da chapa Dilma-Temer, que os pagamentos foram feitos via caixa 2 para garantir o apoio político dessas siglas à chapa que unia PT e PMDB na campanha presidencial de 2014. Com o pagamento milionário aos partidos, a chapa Dilma-Temer teria obtido a adesão de mais siglas à coligação que saiu vitoriosa naquelas eleições, além de garantir mais tempo de propaganda na televisão. Em fevereiro, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, negociou um repasse de R$ 7 milhões do caixa 2 da Odebrecht para o PRB na campanha de 2014. Na época, o ministro afirmou ?desconhecer? essa operação e disse que ?delação não é prova?. Na semana passada, o ex-diretor da Odebrecht Ambiental Fernando Cunha Reis afirmou que foram pagos R$ 4 milhões ao PDT para obter o apoio do partido à chapa presidencial de Dilma e Temer. O TSE ouviu na segunda-feira três delatores da Odebrecht no edifício-sede da corte eleitoral, em Brasília. As oitavas foram cercadas de sigilo ? quem acompanhou os depoimentos foi proibido de usar o aparelho celular para evitar vazamentos.

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