Nacional
OAB diz que morte de juiz foi retalia��o de Beira-Mar
São Paulo - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo, Carlos Miguel Aidar, disse, nesse sábado, que não vê outra explicação para o assassinato do diretor do Fórum de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias (ocorrido na última sexta-feira, naquela cidade), senão uma retaliação do grupo ligado ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Segundo ele, o juiz estava sendo muito duro com Beira-Mar, que foi transferido para Presidente Prudente no dia 27 de fevereiro e perdeu várias mordomias como o banho de sol e as visitas. Aidar criticou a ação do crime organizado e disse que o Estado não está acompanhando o crescimento das facções criminosas. Segundo o presidente da OAB em São Paulo, há grande risco do poder paralelo de crime organizado se sobrepor ao Estado. A Polícia Civil de Presidente Prudente tenta localizar os assassinos do juiz-corregedor Antonio José Machado Dias. Até o final da manhã desse sábado não havia detidos. O promotor Gilson Amanso de Souza, um dos três designados pela procuradoria-geral de Justiça do estado de São Paulo para investigar a morte do juiz Antônio José Machado Dias, disse que o Grupo de Investigação do Crime Organizado também participará das investigações, a pedido do procurador-geral de Justiça Luiz Antônio Marlei. Segundo o promotor, todas as ligações telefônicas de celulares feitas nas imediações do Forum onde o juiz foi morto serão rastreadas. Gilson Amanso disse ainda que tem informações de que Antônio José Machado Dias havia recebido ameaças por telefone, mas que não podia ligá-las a Fernandinho Beira-Mar.