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Planalto, TSE e Congresso apoiam reforma pol�tica

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou ontem, 15, que o sistema político-eleitoral brasileiro precisa passar por uma reforma ?séria? para acabar com as ?distorções?. Após reunião de mais de uma hora no Palácio do Planalto para tratar sobre o tema, Mendes, o presidente Michel Temer e os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), emitiram nota em que disseram que o debate para essa reforma não busca ?apagar o passado?, mas ?olhar com resolução para o futuro?. ?Estamos na Justiça eleitoral extremamente preocupados com todo esse desenvolvimento e mau desenvolvimento do sistema político-eleitoral?, afirmou Mendes na entrevista coletiva. Para ele, uma das questões mais graves a serem enfrentadas é mudança do modelo de financiamento de campanha. Para ele, essa discussão não pode ser dissociada de mudança no sistema eleitoral. ?Não adianta nada falar-se de criar um sistema público de financiamento, por exemplo, com o sistema que temos hoje de lista aberta. E essa é uma das questões mais graves que temos?, afirmou o presidente do TSE. De acordo com Mendes, ele, Eunício, Maia e representantes do governo devem voltar a se reunir na próxima quarta-feira, 22, para discutir como viabilizar essa reforma. Parlamentares e ministros do TSE estão discutindo a criação de um ?fundo eleitoral?, com recursos do Tesouro Nacional, para bancar as campanhas e a adoção do sistema de votação por lista fechada para eleição de parlamentares, quando o eleitor vota em um partido, que apresenta uma lista pré-ordenada dos candidatos. Hoje, o eleitor vota diretamente no candidato. Em meio aos avanços da Operação Lava Jato sobre políticos, lideranças partidárias também articulam para incluir no debate sobre a reforma política uma possível ?blindagem? de doações eleitorais oficiais, o chamado caixa 1, e anistia para o caixa 2.

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