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Plano de sa�de popular � rejeitado

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São Paulo, SP ? Entidades médicas e de defesa do consumidor lançaram na sexta-feira um manifesto contra a proposta de planos de saúde populares. Um grupo de trabalho (GT) criado pelo Ministério da Saúde elaborou uma série de propostas de coberturas de baixo custo que foram enviadas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Segundo o ministério, o objetivo é dar uma alternativa a cerca de 2 milhões de pessoas que perderam os planos ao ficarem desempregadas nos últimos anos. Foram ouvidas, de acordo com a pasta, mais de 20 instituições ligadas ao setor. As propostas apresentadas trazem a possibilidade de uma cobertura focada no atendimento básico, participação do segurado em procedimentos de maior custo e rede de atendimento regional. A ideia é oferecer planos de saúde com menos serviços ofertados do que o que foi definido pela ANS como cobertura mínima obrigatória e, assim, baratear os custos. BAIXA COBERTURA Uma das principais reclamações das organizações que assinaram o documento, divulgado na sexta-feira na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), é a falta de transparência no processo de elaboração das propostas. ?Não existe transparência no que está sendo discutido internamente?, destacou a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste), Maria Inês Dolci. O texto diz que o grupo de trabalho encerrou as atividades sem encaminhar para os próprios membros do GT os resultados das discussões. O modelo encaminhado à ANS não atende, na visão das entidades, às necessidades dos segurados. ?Existem algumas questões que vão dificultar o entendimento do consumidor, que vai pagar um plano e não vai ter o atendimento?.

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