Nacional
TSE compara partidos a bancas de neg�cios
Brasília, DF ? O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Herman Benjamin, afirmou ontem, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, que há pequenos partidos no Brasil que ?são quase uma banca de negócios?. O magistrado também ressaltou aos deputados federais que, na avaliação dele, o País vive atualmente uma das mais graves crises partidárias de sua história. Relator no TSE da ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o ministro foi convidado a palestrar na comissão criada na Câmara para discutir propostas de reforma política. A ex-ministra da Corte eleitoral Luciana Lóssio ? que deixou o TSE no último dia 5 ? também foi ouvida pelos integrantes do colegiado que apresentará propostas de mudanças nas regras políticas e eleitorais. Ao abrir seu discurso, Herman Benjamin ressaltou aos parlamentares que, na opinião dele, todos concordariam que o Brasil vive uma ?profunda crise partidária?. Na sequência, o magistrado afirmou que precisava fazer uma diferenciação em relação às legendas partidárias. AGLOMERAÇÕES Para o ministro, há duas categorias de ?pequenos partidos? no cenário político brasileiro. Uma seria os partidos ideológicos. A outra dessas categorias, segundo ele, seria formada por pequenas siglas que ?são tudo, menos partidos?. Ele não mencionou quais partidos, na avaliação dele, estariam enquadrados neste rol. Herman Benjamin citou legendas que são ?aglomerações familiares? e a prova disso, para o ministro, é a ?composição da liderança nacional?. Além disso, observou ele, há partidos que são ?quase uma banca de negócios?.