Nacional
Senado aprova reforma trabalhista
Brasília, DF ? Com sessão conturbada, a reforma trabalhista foi aprovada ontem no plenário do Senado por 50 votos favoráveis e 26 contrários. Houve 1 abstenção em um quorum de 77 senadores. O projeto segue agora para a sanção presidencial. Depois da publicação no Diário Oficial da União pela Presidência da República, haverá um prazo de quatro meses para a entrada das novas regras em vigor. O projeto é considerado pelo governo de Michel Temer uma das principais medidas para estimular novas contratações no mercado de trabalho e desburocratizar os processos de admissão e demissão ? queixa recorrente de muitos empresários. PROTESTOS O texto altera mais de 100 pontos da CLT. Entre eles, autoriza os trabalhos intermitentes, permite dividir as férias em três períodos e faz com que os acordos coletivos tenham força de lei, entre outras alterações. A sessão plenária, que teve início às 11h, foi marcada por tumultos e bate-bocas entre os parlamentares. Por volta das 12h30, as senadoras da oposição Gleisi Hoffman (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Vanessa Graziotin (PCdoB-AM), Regina Sousa (PT-PI) e Lídice da Mata (PSB-BA) ocuparam a mesa diretora do plenário como forma de obstruir a votação. Em reação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMBD-CE), apagou todas as luzes do plenário e suspendeu a sessão por mais de quatro horas. Fora do plenário, Eunício declarou que a sessão só seria retomada quando ?a ditadura deixar?. Às 13h44, o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), acusou a presidência da Casa de estar arrumando o auditório Petrônio Portela para transferir a votação da reforma trabalhista para o local. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) era um dos que tentavam reunir assinaturas para tentar realizar a votação fora do plenário.