Nacional
Planejamento confirma corte de R$ 5,9 bilh�es no Or�amento
Brasília, DF ? Mesmo com o aumento de tributos, o governo precisou bloquear mais R$ 5,951 bilhões no Orçamento de 2017 devido à queda na estimativa de receitas e ao aumento nas despesas esperadas para este ano, informou na sexta-feira, 21, o Ministério do Planejamento. Ao todo, a previsão de arrecadação primária total caiu R$ 5,790 bilhões no relatório de avaliação de receitas e despesas do 3º bimestre, enquanto a projeção de gastos aumentou R$ 4,610 bilhões. A área econômica precisou reconhecer diversas ?perdas? na arrecadação. Só por conta da revisão de parâmetros macroeconômicos, o governo diminuiu R$ 11,970 bilhões da previsão de receitas administradas. ?A revisão dos parâmetros macroeconômicos está em linha com uma recuperação mais gradual da atividade econômica?, diz uma nota divulgada pela pasta. A estimativa de arrecadação com o programa de repatriação de recursos caiu R$ 9,848 bilhões, por conta da baixa adesão a menos de duas semanas do fim do prazo. Agora, o governo espera receber apenas R$ 2,9 bilhões com a medida. Essa estimativa havia sido incluída no Orçamento ainda no ano passado, antes mesmo de a lei da nova edição da repatriação de recursos enviados ilegalmente ao exterior ser votada no Congresso. REONERAÇÃO O governo também precisou retirar R$ 3,176 bilhões previstos em receitas a partir de operações com ativos. A nota não detalha quais transações foram retiradas da estimativa, mas o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a venda da Caixa Seguridade, que não deve ocorrer este ano, é uma delas. O ministro não detalhou qual era o valor exato esperado com a venda por questões de mercado. O relatório ainda retira R$ 3,9 bilhões que eram esperados ainda este ano com a reoneração da folha de pagamentos. A Medida Provisória (MP) 774 foi alterada no Congresso Nacional para adiar a iniciativa para o ano que vem. Por isso, o governo decidiu retirar a previsão do Orçamento. Apesar disso, outra MP que foi modificada no Congresso, a do Refis, não teve suas receitas retiradas, pelo contrário. O governo adicionou R$ 5,8 bilhões aos R$ 8 bilhões que já estavam previstos com o programa de parcelamentos, graças à estimativa de maior adesão a partir dos descontos concedidos com a nova versão.