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TEMER: CÂMARA INICIA RITO PARA VOTAR DENÚNCIA

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Brasília, DF ? A Câmara dos Deputados concluiu ontem à tarde a leitura do parecer sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer. Em sessão esvaziada, a 2ª secretária da Casa, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), leu a íntegra do relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que pede a rejeição do pedido de investigação feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A baixa presença de deputados em Plenário se deve às reuniões das bancadas do governo e da oposição, que estão discutindo estratégias para a votação final. Agora o parecer da denúncia será publicado no Diário Oficial da Câmara e estará pronto para ser votado na sessão de hoje, às 9h. O procedimento era parte fundamental do rito de votação. Sem essa leitura, a votação não poderia ser feita hoje. Para que a deputada pudesse ler o parecer, eram necessários pelo menos 51 dos 513 deputados com presença registrada na Câmara. Como 90 parlamentares já estavam na Câmara, no momento da abertura da sessão deliberativa, o rito foi cumprido. EXONERAÇÕES Ontem, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que os ministros que têm mandato de deputado serão exonerados temporariamente do cargo para retornar à Câmara e participar da votação. Segundo Padilha, as exonerações devem sair na edição de hoje do Diário Oficial da União. ?Todos votam, exceto o Jungmann [Raul Jungmann, ministro da Defesa], que está no Rio de Janeiro. Amanhã o Diário Oficial libera os ministros que querem exercer o direito a voto. O simbolismo da votação se reveste também da participação dos ministros no plenário fazendo as conversas que normalmente se faz e também exercendo o direito ao voto?, disse Padilha. Esta não será a primeira vez que ministros retornam ao Congresso para votar em matéria de interesse do governo. Em outubro do ano passado, Temer exonerou dois ministros para que votassem a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê um teto para os gastos públicos. Em abril deste ano, o presidente usou o mesmo recursos ao exonerar os ministros para reassumir o mandato de deputado federal e votar no projeto da reforma trabalhista, que foi aprovada.

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