Nacional
Senador cobra incentivos fiscais seletivos para o NE
Brasília - Em vez do Programa Fome Zero, o Nordeste precisa de um sistema de incentivos fiscais seletivos, voltado para o desenvolvimento de setores estratégicos, baseado na criação de pólos de excelência e na integração de cadeias produtivas, como também no apoio à pequena e média empresa. Essa foi a receita apresentada ontem pelo senador César Borges (PFL-BA), para desenvolver a Região Nordeste e diminuir as disparidades regionais do Brasil. - A própria existência de um programa nas condições do Fome Zero se revela um preconceito contra a região. Se no governo passado não havia qualquer política de desenvolvimento regional estruturada, agora neste governo, quando se fala na pobreza nordestina, se apresenta o Programa Fome Zero, que é mais um programa assistencialista, quando o Nordeste não quer apenas comida, quer a possibilidade de emprego, de crescimento - afirmou César Borges. Na avaliação do senador baiano, as políticas de geração de emprego devem ser colocadas em prática imediatamente. Ele considera a recuperação da auto-estima da população nordestina tão importante quanto a renda que um trabalho pode proporcionar. César Borges também defendeu maior investimento em educação básica e profissional. Com trabalhadores melhores capacitados, acredita o senador, mais e melhores investimentos poderão se transferir para o Nordeste. Sudene A extinção da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), na opinião de César Borges, foi tão danosa para a região quanto a pretensa corrupção que justificou o seu fechamento. Considerando que a região necessita de uma verdadeira agência de desenvolvimento, ele cobrou o cumprimento da promessa de recriação, em novas bases, da Sudene. - Nós sabemos que os governos do Nordeste não precisam de esmola, mas sim de espaço de articulação, que deverá ser a própria Sudene - comentou. Ex-governador da Bahia, César Borges explicou que, por enquanto, a arma quase exclusiva que os estados mais pobres têm para garantir a atração de novos investimentos é a redução de impostos e a concessão de incentivos fiscais para empresas.