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Governo prioriza, agora, reforma da Previdência

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Brasília, DF ? O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ontem que, agora, a prioridade do governo no Congresso é a reforma da Previdência: ?Se nós não fizermos a reforma da Previdência, no ano que vem, o deficit previsto é de R$ 285 bilhões. João, José, Maria terão que pagar essa conta que tende a crescer. Se até 2024 não for feita a reforma da Previdência, todo Orçamento da União vai ser [exclusivamente] para folha de pagamento, Previdência Social, saúde e educação?, alertou. Padilha esteve na Câmara para participar da filiação do senador Fernando Bezerra Coelho ao PMDB, acredita que a votação da reforma política será concluída até a próxima semana na Câmara e os deputados estarão, então, livres para recomeçar o debate sobre a reforma da Previdência. Sem consenso entre os parlamentares, o assunto não avançou este ano. Sobre a expectativa para o número de votos que o governo deverá conseguir para aprovar a proposta, o ministro disse que essa contabilidade só será feita quando a Câmara tiver em condições de votar a matéria. ?Agora é hora de voltar ao debate, esclarecer todos os pontos que sejam omissos ou de necessária elucidação para que cada um deles [deputados] possa corresponder a essa expectativa [de votação]?, explicou Padilha. Na avaliação do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-PE), a votação da reforma da Previdência este ano não é questão de ambiente político e nem de tempo, mas de necessidade. ?Temos a imperiosa necessidade de ajustar a Previdência Social, não é para o governo Michel Temer é para os próximos presidentes. As contas públicas a partir do próximo governo ficarão inviáveis?, disse.

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