Nacional
Reuni�o sobre os grampos causa bate-boca no Senado
Brasília - Em reunião marcada por bate-boca e confusão, o Conselho de Ética do Senado ouviu ontem frases técnicas do delegado da Polícia Federal Gesival Gomes, que investiga o grampo em telefones de políticos baianos e o suposto mando do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e decidiu convocar os jornalistas Luiz Claudio Cunha e Weiller Diniz, da revista ?IstoÉ?, para prestar depoimento. Sem acordos partidários ou uma linha previamente definida pela Mesa do Conselho, a investigação sumária passou a ter ?pernas próprias? na reunião de ontem. De um lado, senadores do PFL procuravam atrasar os trabalhos, apostando até mesmo em prorrogação do prazo final inicialmente marcado para o dia 28. De outro, petistas e o pedetista Jefferson Péres (AM) insistiram na tese do desfecho rápido. O clima levou o relator da investigação, senador Geraldo Mesquita Júnior (PSB-AC), a ameaçar desistir da relatoria caso o conselho não aprovasse sua proposta de ouvir os jornalistas, o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o assessor especial da Secretaria de Segurança Pública da Bahia Alan Farias. ?Matéria vencida? Rodolpho Tourinho (PFL-BA) e Antero Paes de Barros (PSDB-MT) posicionaram-se contra o depoimento dos jornalistas antes de eles serem ouvidos pela PF. A estratégia de Tourinho e César Borges (PFL-BA) era adiar o depoimento dos jornalistas ao conselho. Segundo Gomes, eles só serão convocados no fim do mês. Já a senadora Heloísa Helena (PT-AL) afirmou que o assunto era ?matéria vencida?, uma vez que a reportagem da revista - em que ACM dava a entender que mandara grampear Geddel- forneceu a base para o início da investigação pelo conselho.