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Decisão do STF inibirá cautelares

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Brasília, DF ? Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido, por 10 votos a 1, que são aplicáveis medidas cautelares contra parlamentares, os ministros Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes entendem que a decisão do plenário de quarta-feira, 11, deverá inibir a Corte de impor novas medidas que interfiram no exercício do mandato. ?A proclamação foi de que a casa parlamentar pode rever a medida cautelar que implique qualquer embaraço ao exercício do mandato particular. Resultado: a ala do punitivismo pensará duas vezes antes de implementar medida nesse sentido, ante o risco da derrubada?, disse Marco Aurélio. Para ele, a precaução é salutar e a decisão de enviar ao crivo do Congresso as cautelares determinadas ?foi um avanço cultural, fortalecendo as instituições?. Marco Aurélio diz que ?é preciso segurar os punitivistas?. Gilmar Mendes concordou com a visão de que poderá haver um desencorajamento de novas cautelares que afetem o exercício do mandato de parlamentares. As medidas cautelares, de forma geral, têm a finalidade de interromper um crime em andamento e garantir o sucesso das investigações. O que o STF decidiu é que as medidas que interfiram no mandato parlamentar podem ser aplicadas mas precisam passar pelo crivo da casa legislativa. Para Gilmar, as cautelares só podem ser aplicadas em situação ?excepcionalíssima?. ?Isso (aplicação de cautelares) não é necessário. Haverá um caso ou outro em que isso será imprescindível. Muito mais importante era julgarmos mais rapidamente os processos, termos um procedimento mais célere?, disse o ministro. Segundo ele, a questão do afastamento de Eduardo Cunha ?foi muito peculiar?. ?O problema é o excepcional se tornar regular?, disse Gilmar Mendes

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