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Traficantes voltam a promover uma s�rie de atentados no Rio
Rio de Janeiro - Mais uma série de atentados atribuídos a traficantes atingiu o Rio de Janeiro ontem de madrugada. Um policial militar foi assassinado, ônibus e carros foram incendiados na avenida Brasil, uma das principais vias de acesso à cidade, e uma bomba de fabricação caseira foi jogada contra um dos hotéis mais luxuosos da zona sul. Uma estação do metrô e um shopping também foram atacados. A autoria dos atentados foi atribuída pela polícia a traficantes vinculados à facção criminosa CV (Comando Vermelho). Há divergências, no entanto, sobre as motivações. Para a Secretaria Estadual de Segurança Pública, os atos ocorreram em represália à prisão, na sexta-feira, do traficante Jorge Alexandre Cândido Maria, 30, o Sombra, que era o principal líder do CV em liberdade. Para a Polícia Civil, os ataques foram ações isoladas de setores da facção. A série de ataques começou por volta das 2h30. Traficantes atiraram coquetéis molotov (garrafas de vidros cheias de líquido inflamável, como álcool e gasolina) na estação do metrô de Del Castilho (zona norte) e no vizinho shopping center Nova América. Ninguém ficou ferido. A porta de uma das entradas do shopping teve o vidro rachado. Meia hora depois, dois homens em uma motocicleta atiraram uma bomba de fabricação caseira contra o hotel Le Meridien (Leme, zona sul), um dos mais famosos da cidade. Na hora do ataque, seguranças ocupavam o saguão do hotel, mas disseram que não viram nada. A explosão abriu um buraco na porta de vidro do hotel. Uma outra bomba foi atirada na imobiliária Rio Imóveis, a cerca de 500 m do Le Meridien. Duas janelas ficaram completamente destruídas. A porta do supermercado que funciona embaixo da imobiliária também foi atingida. Não houve feridos. Outros ataques A onda de ataques também amedrontou motoristas que passavam pela avenida Brasil, na altura de Bonsucesso (zona norte), uma das principais vias de acesso ao centro do Rio. Por volta das 3h30, um ?bonde? (grupo de traficantes armados) com pelo menos 30 homens, armados de fuzis e pistolas, saiu da favela Nova Holanda, no complexo da Maré, e fechou as quatro pistas da avenida. Os criminosos cercaram dois ônibus e dois carros, mandaram os passageiros e motoristas descerem e incendiaram os veículos. Eles tentaram queimar outro ônibus. Como não conseguiram, metralharam o veículo. Policiais militares do Getam (Grupamento Especial Tático-Móvel) que participavam de uma blitz na avenida Brasil foram acionados para impedir a ação dos traficantes. Houve tiroteio. O tenente Gabriel Idelino, 24, foi atingido na cabeça. Ele ainda foi levado para o hospital Geral de Bonsucesso, onde morreu por volta das 8h.