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Padilha admite mudar reforma para ter votos

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Brasília, DF ? No esforço para tentar aprovar o projeto de reforma da Previdência, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, admitiu que o governo aceita alterar o texto a ser votado no Congresso para tentar atrair mais votos. A alteração, porém, não pode tocar em dois pontos considerados ?inegociáveis? pelo governo: idade mínima e unificação dos sistemas para adoção do limite dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). ?Em princípio, o nosso texto é o relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA)?, disse o ministro, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, ao responder questão sobre eventual espaço para ajustar o texto. ?Porém, se mostrarem por A, B ou C que nos garantem votos para aprovar, aí é possível que se faça alguma mudança?, admitiu o ministro, ao destacar os dois pontos considerados ?inegociáveis?. Nesse trecho da entrevista, o ministro voltou a afirmar que o presidente Michel Temer tem defendido que o projeto de reforma deve ser votado em fevereiro. ?Temer tem dito que quer em fevereiro encerrar esse assunto?, disse Padilha. ?O Governo quer liquidar em fevereiro e nossa disposição é votar. Agora, vamos deixar claro que quem faz a pauta da Câmara é o presidente Rodrigo Maia?, completou. Eliseu Padilha nota que o governo e o próprio presidente Temer têm se esforçado para tentar evitar que não ocorra no Brasil o que aconteceu em países como a Grécia, onde aposentados tiveram redução do benefício. ?Nem é preciso ir tão longe. É só olhar o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro que não está pagando (servidores) em dia?, disse. ?Passou o tempo em que se imaginava que o governo sempre traria uma solução. Não tem solução?, comentou.

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