Nacional
Congresso rejeita medidas com impacto positivo de R$ 32 bilhões
São Paulo, SP ? Todas as medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo Temer ao Congresso para cortar benefícios (parte deles de servidores e empresas) foram barradas pelos parlamentares. É o que o mostra estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Se essas propostas tivessem sido aprovadas por deputados e senadores, o impacto positivo no Orçamento deste ano seria de R$ 31,8 bilhões, entre aumento de receitas e redução de despesas, de acordo com levantamento feito pelo Estadão/Broadcast. Na lista, estão medidas que afetam diretamente os servidores, como o adiamento do reajuste dos salários, o aumento da contribuição previdenciária e a redução de benefícios, como ajuda de custo e auxílio-moradia. DESONERAÇÃO Também compõem o pacote o fim da desoneração da folha de pagamento para 50 setores ? proposta que deve ser alterada na Câmara para afetar menos segmentos ? e a tributação de fundos exclusivos para investidores de alta renda. A reforma da Previdência, por sua vez, produziria economia de R$5 bilhões neste ano, mas foi engavetada. O economista Manoel Pires, responsável pelo levantamento, destaca que houve uma predominância, no governo Temer, de medidas que proporcionam um aumento de receita, com efeito temporário no Orçamento. Os cortes de despesas do Congresso Nacional em Brasília se deram de forma administrativa, sem passar pelo Congresso, como foi o caso do pente-fino no auxílio-doença.