Nacional
PFL quer m�nimo de R$ 260
Brasília - O PFL resolveu ontem subir o tom contra o Palácio do Planalto e marcar terreno como o maior partido de oposição no Congresso. Além de defender um salário mínimo de R$ 260, R$ 20 a mais do anunciado pelo governo, os pefelistas lideraram uma obstrução aos trabalhos da Câmara dos Deputados. Resultado: nada foi votado ontem na Casa. Apoiado pelo PSDB, o partido conseguiu adiar a apreciação das sete medidas provisórias que trancam a pauta de votações. O governo pretendia votá-las o mais rápido possível como forma de limpar o caminho para assuntos considerados de maior importância, como a Lei de Falências e as reformas constitucionais, que devem chegar à Câmara ainda este mês. Objetivo O objetivo do PFL, segunda maior bancada na Câmara e no Senado, com 77 deputados e 18 senadores, foi tentar elevar o cacife de negociação, ou seja, transmitir a mensagem de que pode, caso queira, causar muitos problemas ao governo. O mínimo de R$ 260 - que representaria uma elevação real de 10,17% contra 1% do reajuste do governo- foi definido em comum acordo entre o presidente nacional da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC), o líder do partido no Senado, José Agripino (RN), e o líder na Câmara, José Carlos Aleluia (BA).