Nacional
MPF afirma que coronel Lima arrecadava propina para Temer
Brasília, DF ? Ao aditar denúncia apresentada contra o ?quadrilhão do MDB?, o Ministério Público Federal (MPF) afirmou em documento que o coronel aposentado da Polícia Militar João Batista Lima Filho tinha, na suposta organização criminosa, a função de ajudar políticos, em especial o presidente Michel Temer, na arrecadação de propina. O documento, ao qual o blog da jornalista Andréia Sadi, do G1, teve acesso, foi entregue pelo MPF à Justiça Federal de Brasília e foi aceito ontem. Com isso, o coronel Lima, e o advogado José Yunes, ambos amigos próximos de Temer, tornaram-se réus por, supostamente, integrarem uma organização criminosa. Lima chegou a ser preso pela Polícia Federal, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser um dos intermediários de propina que, supostamente, seria paga ao presidente Temer no caso do decreto de portos. ?Seu papel na organização criminosa era o de auxiliar os demais integrantes do núcleo político na arrecadação da propina, em especial seu líder, Michel Temer, conforme já narrado na peça acusatória?, afirma o MPF no documento. O Palácio do Planalto informou ao blog que ?todas as atribuições do coronel João Batista Lima em campanhas do presidente Michel Temer sempre foram pautadas pela legalidade, lisura e correção?. O documento cita relatos de Ricardo Saud, ex-diretor da JBS, e do operador financeiro Lúcio Funaro a respeito do coronel aposentado. Também relembra os documentos relacionados a Temer, encontrados na empresa Argeplan, de propriedade de Lima.