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Jo�o Paulo � contra taxa��o de inativos
São Paulo ? João Paulo Cunha (PT-SP), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou ontem em São Paulo ser contra a inclusão da cobrança de inativos na proposta de reforma da Previdência. O governo contempla cobrar a contribuição previdenciária, de maneira disfarçada, dos futuros aposentados. Segundo proposta que será apresentada aos governadores em reunião na próxima quarta, os servidores que se aposentassem após a reforma teriam seus benefícios calculados com base no salário líquido ? já descontada a contribuição, portanto. ?Se perguntarem minha opinião, vou sugerir que a gente não adote esse critério?, disse João Paulo Cunha. A razão por ele apresentada para se opor à inclusão da cobrança na reforma é a suposta dificuldade que o governo encontraria para aprová-la. ?Já tivemos algumas experiências em que o governo Fernando Henrique estava muito bem e não conseguiu aprovar. Se nem quando está bem nem quando está mal consegue aprovar, talvez seja o caso de a gente não insistir nisso?, disse O presidente da Câmara reconhece que esse será o principal entrave que deve ser encontrado pelo governo na tentativa de aprovação das reformas. ?Vai ter problema? É claro que vai ter, porque se for levada a cabo a idéia de taxar os inativos, nós vamos ter problema. Esse é um ponto de disputa, que pode ensejar mobilização?, afirmou. João Paulo defendeu que o governo procure uma saída que resolva o problema contábil sem insistir na contribuição previdenciária de inativos. Sem entrar em detalhes, disse que é preciso ?buscar uma outra alternativa para que a gente possa fazer a mesma economia, adotando outros procedimentos?. O deputado se disse favorável a outros dos principais pontos da proposta governista. Citou o aumento da exigência de 10 para 20 anos de serviço público para se aposentar pelas regras do funcionalismo como justa, da mesma maneira que a exigência de dez anos (contra os cinco atuais) de exercício efetivo no cargo para poderem se aposentar com o valor do último salário. ?São coisas tão injustas (as regras atuais) que, imagino, não vai ter voz contra?, disse João Paulo. Afirmou ainda que a existência de um teto para o valor das aposentadorias dos servidores ?é uma coisa fundamental? e defendeu a redução das pensões recebidas por militares. A reforma, segundo João Paulo, fará mudanças ?pontuais? que gerarão ?uma economia importante?. ?No primeiro ano podemos economizar R$ 1 bilhão?, disse.