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Déja Vu age contra esquema na Petrobras
São Paulo, SP ? A Operação Déja Vu, deflagrada ontem, resultou na prisão de três ex-executivos da Petrobras e três operadores financeiros, um deles ligado ao MDB. A investigação aponta que a Odebrecht pagou propina equivalente a cerca de R$ 200 milhões entre 2010 e 2012 para obter um contrato com a Petrobras de US$ 825 milhões. Segundo o procurador da República Roberson Pozzobon, os intermediários e agentes políticos vinculados ao MDB viabilizaram o recebimento dessas vantagens ilícitas são João Augusto Henriques e Ângelo Tadeu Lauria. João Augusto já foi alvo de prisão em operações anteriores. A propina foi paga a funcionários da Petrobras (a investigação diz ter provas de repasses de cerca de US$ 25 milhões), e a agentes que supostamente representavam políticos vinculados ao então PMDB, que teriam recebido outros US$ 31 milhões por meio de contas mantidas por operadores financeiros no exterior. Eles se encarregavam de disponibilizar o valor equivalente em moeda nacional, em espécie e no Brasil, ao encarregado pelo recebimento e distribuição do dinheiro aos agentes políticos. A Déja Vu é a 51ª fase da Operação Lava Jato e cumpriu, além dos mandados de prisão, 15 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio, São Paulo e Espírito Santo. Os mandados foram assinados pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba. O objeto do contrato era a prestação de serviços nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde (SMS) para a estatal, em nove países, além do Brasil. As provas para a deflagração da operação foram obtidas através dos acordos de colaboração premiada e de leniência firmados com o grupo Odebrecht e seus executivos, além de pedidos de cooperação jurídica internacional mantidos com a Suíça e investigações da Petrobras.