Nacional
PF pode efetuar prisões de líderes grevistas
Brasília, DF ? A Polícia Federal deve começar operações em vários estados para efetivar, com imagens, prisões de líderes dispersos da greve dos caminhoneiros que resistem ao fim das paralisações e mantêm o bloqueio ao livre trânsito de mercadorias. A avaliação no gabinete de crise é que não cabem mais apelos nem negociações, e que só as cenas dos responsáveis pela manutenção dos bloqueios sendo presos vão levar ao fim da greve. As informações que chegam ao governo é que a motivação para a permanência do protesto é política: desgastar o governo e insuflar o discurso dos que pregam intervenção militar já ou tentaram surfar no apoio inicial aos protestos, como Jair Bolsonaro. As novas concessões do governo aos caminhoneiros, anunciadas no domingo à noite pelo presidente Michel Temer, não foram suficientes para encerrar os protestos nas estradas e fazer a categoria voltar ao trabalho normal. O governo fala em ?retorno da normalidade?, mas ainda há manifestações nos estados e o reabastecimento das cidades é lento. Os postos que receberam combustíveis das distribuidoras ainda registram longas filas. O transporte público segue prejudicado. Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas afirmou que a frota de ônibus só tem combustível suficiente para circular até hoje. Escoltas das forças de segurança priorizam o transporte para áreas essenciais ? como o de combustível para veículos policiais, aeroportos e área da saúde. Pesquisas mostram que o apoio da população à greve dos caminhoneiros caiu nos últimos dias. O processo de negociação com os caminhoneiros foi encerrado, e o governo espera agora a retomada do abastecimento do País, segundo anunciou ontem o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. ?Superamos o processo de negociação?, afirmou Padilha em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. ?Começa a haver retomada, mas ainda não é o que gostaríamos que acontecesse. Ainda [está] lento?, ressaltou.