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‘Acordo não impacta no próximo governo’

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Brasília, DF ? O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou ontem que as medidas adotadas no acordo com os caminhoneiros não acarretarão nenhum impacto para o próximo o governo. Ele adiantou que o governo vai cortar R$ 3,8 bilhões em despesas do Orçamento para garantir a redução de R$ 0,46 do valor do preço do óleo diesel. O custo da redução do preço do diesel deve ficar em R$ 9,5 bilhões este ano, parte dos recursos virá do Orçamento. O restante será obtido pela reoneração da folha de pagamento para compensar a eliminação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) sobre o diesel, assim como a criação de um programação de subvenção. ?Tínhamos um problema gravíssimo para resolver. Evidentemente, isso tem um impacto na nossa margem. Nós fomos até o limite do que poderíamos fazer?, disse o ministro. Guardia disse ainda que o Conselho de Administração da Petrobras vai analisar hoje, a nova política de preços para o óleo diesel. Em discussão, a proposta de reajuste daqui a 60 dias, depois mensalmente. O ministro ressaltou que a Petrobras terá liberdade para definir a política de preços. ?Temos de aproveitar esse momento para caminhar em direção a uma carga tributária melhor distribuída. Vamos procurar agregar maior qualidade a carga tributária?, declarou Guardia. O ministro da Fazenda afirmou ainda que, com as medidas anunciadas no domingo, o governo foi ao limite do possível dentro dentro do Orçamento e não tem condições de conceder novos benefícios até o fim do ano, devido às condições atuais da economia. ?Fizemos um brutal esforço para acabar com esse movimento que está trazendo prejuízos. Fomos no limite do que poderíamos ir para normalizar o movimento?, declarou Guardia.

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