Nacional
ACM n�o dep�e e acirra os �nimos no Senado
Brasília - Para evitar um confronto direto com os integrantes do Conselho de êtica e Decoro Parlamentar, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) não apareceu ontem para depor pessoalmente sobre as acusações de envolvimento com os grampos telefônicos da Bahia. Enviou sua defesa por escrito, o que acirrou os ânimos dos senadores contra ele. A forma escrita para apresentação da defesa foi uma estratégia - mais política do que jurídica- defendida principalmente pelos aliados do baiano, como o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e pelo PFL. ACM e seu advogado, José Gerardo Grossi - ue entregou a defesa escrita ao presidente do conselho -,não apresentaram justificativa para a ausência. Segundo Grossi, o senador usou uma prerrogativa regimental. Testemunhas ouviram o advogado comentar com o presidente do conselho que ACM estaria abatido com o episódio. Mas o baiano circulou ontem pelo Senado demonstrando bom humor. ?Parece que ele melhorou bem?, comentou o senador Pedro Simon (PMDB-RS), de forma irônica. Heloísa Helena, na saída da reunião, disse que era um ?constrangimento? o senador não ter sido ouvido e andar ?sorrindo? dentro do Senado. ?Seria de bom tom que ele viesse. Se sua verdade é verdade, ele perdeu a oportunidade de passar isso para nós?, afirmou Magno Malta (PL-ES), um dos integrantes do conselho.