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Minist�rio divulga “trag�dia brasileira” na �rea do ensino

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Brasília - Classificando de ?tragédia brasileira?, o Ministério da Educação divulgou ontem um estudo mostrando o que entidades e professores vêm dizendo há algum tempo: o nível de leitura e o aprendizado de matemática da maior parte dos alunos estão entre intermediário e muito crítico. Poucos estudantes - o que não chega a atingir 11%, dependendo da faixa analisada - estão em um estágio de aprendizado considerado adequado ou avançado. Entre as características dos alunos enquadrados em aprendizado ?muito crítico?, a maior parte deles (de 96% a 98%) é da rede pública e está fora da idade adequada para a série que cursa (de 58% a 84%). Além disso, muitos deles têm dificuldades decorrentes de fatores ligados à condição social. Outros números Segundo o estudo, trabalham para ajudar nas contas de casa 30% dos estudantes da 4ª série que estão no chamado nível ?muito crítico?, 48% da 8ª série e o mesmo percentual no 3º ano do ensino médio. Esses alunos em ?nível crítico? da última série do ensino médio têm um agravante: 76% estudam à noite. Usando dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), de 2001, o MEC divulgou anteontem em Brasília a pesquisa ?Qualidade da educação: uma nova leitura do desempenho dos estudantes?. Quadro dramático ?O quadro é dramático, e o governo precisa superar isso?, disse o ministro Cristovam Buarque (Educação) antes de anunciar as medidas adotadas para combater o problema. Em dezembro do ano passado, o ministério havia divulgado os primeiros resultados do Saeb 2001, que apontavam que a nota média dos alunos da 4ª série do ensino fundamental caiu em relação a 1999. Nas demais séries - 8ª e 3º ano do ensino médio, a média ficou estável. À época, o governo atribuiu o quadro de estabilidade da qualidade do ensino à inclusão de alunos pobres no sistema, justificativa que a equipe de Cristovam não concorda totalmente. Para o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Otaviano Helene, devem ser levados em consideração fatores como preparação do professor, qualidade do ensino (para incentivar o aluno) e até apoio dos pais em casa.

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